Painel do INCT.DD traça panorama do consumo de informação política no Brasil

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Painel do INCT.DD traça panorama do consumo de informação política no Brasil

Primeira onda do Painel sobre Consumo de Mídia e Comportamento Político do INCT em Democracia Digital revela hábitos de informação, confiança nos meios de comunicação, percepção sobre fake news e uso de inteligência artificial.

A televisão, o YouTube e o Instagram são hoje os principais meios utilizados pelos brasileiros para acompanhar informações sobre política. Apesar da ampla utilização das plataformas digitais, os meios tradicionais de comunicação continuam sendo os que inspiram maior confiança da população. Esses são alguns dos resultados da primeira onda do Painel sobre Consumo de Mídia e Comportamento Político, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD) e lançado neste sábado, dia 27 de junho.

O estudo entrevistou 7.215 brasileiros entre os dias 5 de abril e 5 de maio de 2026 e inaugura uma pesquisa inédita que acompanhará as mesmas pessoas ao longo de três etapas, antes, durante e após as eleições de 2026. Essa metodologia, conhecida como pesquisa em painel, permite identificar como opiniões, hábitos de consumo de mídia e comportamentos políticos mudam (ou não) ao longo do tempo.

Entre os principais resultados, a pesquisa mostra que os brasileiros preferem meios audiovisuais para buscar informações políticas. A televisão aparece como principal fonte, seguida por YouTube e Instagram. Quando considerado apenas o uso diário, o WhatsApp ocupa a primeira posição. O telefone celular é o principal dispositivo utilizado para acessar informações políticas.

O padrão se repete no consumo de entretenimento. Televisão, YouTube, Instagram e WhatsApp lideram o uso cotidiano, enquanto jornais, revistas, rádio, podcasts, Telegram e Kwai aparecem entre os meios menos utilizados.

Os resultados também mostram que consumir um meio de comunicação não significa necessariamente confiar nele. Embora plataformas como Instagram, YouTube e WhatsApp estejam entre as mais utilizadas para obter informações políticas, a maior confiança continua concentrada nos meios tradicionais, como televisão, rádio, jornais e revistas.

Outro tema investigado foi a circulação de desinformação. A maioria dos entrevistados acredita ser menos suscetível às fake news do que outras pessoas, especialmente familiares e a população em geral. Já a disposição para corrigir informações falsas é maior em ambientes de maior proximidade, como conversas com familiares ou grupos privados, diminuindo significativamente em espaços públicos ou com desconhecidos.

A pesquisa também traz um dos primeiros retratos nacionais sobre o uso de aplicativos de inteligência artificial pela população brasileira. Quase um terço dos entrevistados afirma nunca ter utilizado esse tipo de ferramenta. Entre aqueles que já utilizaram, a principal finalidade é a busca por informações e curiosidades. Em relação à confiança, a maior parte afirma confiar nesses aplicativos apenas em algumas situações, indicando uma postura de cautela diante dessa nova tecnologia.

O Painel sobre Consumo de Mídia e Comportamento Político é representativo da população adulta brasileira e foi elaborado com cotas de sexo, idade, escolaridade e local de residência. Com três ondas de coleta previstas entre 2026 e 2027, a pesquisa permitirá acompanhar como eventos políticos, especialmente o processo eleitoral, influenciam o comportamento dos brasileiros ao longo do tempo.

Os resultados da primeira onda constituem uma importante fonte de informação para pesquisadores, gestores públicos, jornalistas e toda a sociedade interessada em compreender como os brasileiros se informam, formam suas opiniões e se relacionam com a política na era digital.

Clique aqui e acesse o documento com os resultados da primeira onda do Painel sobre Consumo de Mídia e Comportamento Político do INCT em Democracia Digital.